No passado, nós discutimos as formas de como as mídias sociais têm transfomado a internet. Podemos ousar em dizer que as mídias sociais mudaram fundamentalmente o modo como nós utilizamos a mídia online. Portanto, se as mídias e redes sociais são esses “todo-poderosos” jogos de mudança, não deveriam criar um grande impacto no email, o “killer app” (matador de aplicativos) original da internet?
Buscamos alguns dados para testar nossa hipótese de que “O uso das redes sociais diminui o uso do email”. Primeiramente, nós dividimos a “população online” em quatro grupos. Os três primeiros são tercis* do consumo em minutos das mídias sociais. O quarto é o grupo que não utiliza nenhum tipo de rede social. Posteriormente, analisamos o tempo de consumo de email por ano de cada um destes segmentos. Finalmente, subtraímos o uso de email daqueles que não utilizam mídias sociais dos que utilizam para mostrar um levantamento sobre as possíveis forças externas. Claramente, existem mais abordagens sólidas que poderiam (controlando outros fatores diferentes do consumo, por exemplo), mas pela saúde deste simples experimento, tentamos mantê-lo direto.

Pelo menos, por este experimento a nossa hipótese não foi provada, porém não é obstante. Na verdade, acreditamos que o uso das mídias sociais faz com que as pessoas enviem mais emails, nada menos, como nós constatamos inicialmente – particularmente para usuários assíduos em mídias sociais. Intuitivamente faz algum sentido. Os sites de mídias sociais como facebook enviam mensagem para a sua caixa de entrada toda vez que alguém comenta o seu post ou quando você interage no post de alguém, e dependendo das suas configurações, o facebook pode enviar emails em quase todas as atividades. Ainda, é perfeitamente lógico que, enquanto as pessoas se conectam através das mídias sociais, elas mantêm essas conexões fora da plataforma específica e interagem por email, telefone ou ainda em uma reunião particular.
Este simples experimento aguçou mais a nossa curiosidade. O próximo passo é fazer uma aproximação mais robusta para desenvolver co-relações entre plataformas e entender se esse relacionamento é diferente através de um grupo de comportamento demográfico específico, ao invés de níveis de consumo.
*Separatrizes que dividem o intervalo de uma distribuição de frequência em três classes de igual número de indivíduos.
Texto traduzido
Fonte: Nielsenwire
Autor: Jon Gibs, VP, Analista de Mídia