Ferramentas antispam são aplicativos instalados geralmente em servidores, mas também em programas de leitura de email, que têm o objetivo de interceptar mensagens não requisitadas pelo destinatário. Cada aplicativo possui seu próprio banco de dados de remetentes e termos proibidos que podem ser editados pelo administrador. Para estes, é atribuído um peso onde a somatória não pode ser maior que um fator pré-definido.
Além deste banco de dados, os aplicativos antispam mais utilizados no mercado possuem recursos de auto aprendizagem, em que os algoritmos de validação de mensagens apresentam resultados diferentes com o passar do tempo. Ou seja, se uma mensagem enviada não é considerada spam pelo aplicativo e mesmo assim o destinatário move a mesma para uma pasta “Lixo Eletrônico”, novas regras são adicionadas ao aplicativo.
Isto não significa que novas mensagens deste remetente ou com o mesmo assunto serão recusadas e sim que as combinações de email do remetente, IP do remetente, palavras chaves na mensagem ou assunto, formatação da mensagem, cabeçalho e outras inúmeras variáveis são analisadas em conjunto. Essas informações são utilizadas pelos filtros de spam.
E como os filtros de spam funcionam?
Como exemplo, acompanhe abaixo os detalhes da arquitetura de antispam da Microsoft em um fluxo de processos e saiba como isto afeta as entregas de mensagens:
1º Blacklists e Filtro por Volume: O IP e domínio do servidor de envio são verificados pelas listas de bloqueio da Microsoft e de terceiros. Bloqueio e/ou limitação do tráfego de mensagens e bloqueio total de servidores também ocorrem neste nível;
2º Filtros de terceiros: O email passa pelo filtro Symantec Brightmail.
3º Filtro de conteúdo: O email passa pelo filtro Smart Screen, filtro de conteúdo proprietário da Microsoft.
4º Whitelist: O IP e domínio do servidor de envio são verificados pelas Safelists (lista de servidores de envio confiáveis) e Sender Score (pontuação de servidores de envio).
5º Verificação da autenticação SenderID/SPF: A Microsoft verifica se o domínio do remetente autoriza o IP do servidor de envio para entregar a mensagem.
6º Filtro do destinatário: O catálogo de endereços do destinatário é verificado para determinar se o endereço do remetente está cadastrado.
Neste ponto, uma pontuação é gerada para determinar a posição final do email que está sendo processado (Caixa de entrada, Spam ou Lixo).
Algumas estatísticas:
35% dos spams diários são mensagens com somente uma imagem ou apenas imagens.
Emails de 5 a 10K têm maior desempenho.
Algumas dicas:
A configuração do SPF e SenderID deve utilizar a configuração a prova de falhas “–all”, ao invés dos mais comuns como: “~all” ou “?all”.
Cada subdomínio deve ter seu próprio registro SPF ou SenderID configurado.
Os programas de spam devem evoluir cada dia mais. Quanto mais a tecnologia avança, mais sofisticadas e eficientes devem ficar as soluções contra spam.
Atualmente, não existe muita opção. É preciso combater o spam com regras e essas são alteradas periodicamente. Uma coisa é certa: já existe tecnologia para controlar as mensagens indesejadas e, muito em breve, com as leis vigorando e punindo os que fazem spam, será possível diminuir o volume de envios de mensagens não solicitadas.
A comunicação relevante e desejada passa por todos os filtros antes de chegar à caixa postal da pessoa que deseja recebê-la. São muitas regras e desafios para a entrega do email marketing ou da newsletter.
Da mesma forma que falamos sobre SEO (Search Engine Optimization), agora começamos explorar o tema o conceito sobre Email Delivery Optimization. Não é um nome oficial que segue o mesmo raciocínio de que não existe um passo-a-passo, mas sim, um conjunto de boas práticas que serão notadas pelos servidores historicamente. E é esse conjunto de boas práticas que garante a entrega da mensagem.